VIA
2016 · ÁLBUM · 14 TEMAS
A vida atravessada pela música.
VIA nasce da ideia de percorrer uma existência através dos estados emocionais que a acompanham. Do nascimento à morte, o álbum atravessa crescimento, perda, memória, fragilidade, consciência e transformação, reunindo catorze temas que não procuram contar uma vida específica, mas reconhecer aquilo que diferentes vidas podem ter em comum.
A ORIGEM DE VIA
Uma viagem emocional e existencial
Foi dessa ideia que nasceu VIA. André ViaMonte imaginou o álbum como o percurso de uma existência, da chegada à despedida, mas interessou-lhe menos construir uma cronologia do que observar aquilo que acontece emocionalmente ao longo dela. Há momentos de descoberta, vinculação, medo, perda, ausência, esperança e reencontro; estados que pertencem a histórias diferentes, mas que fazem parte de uma experiência humana reconhecível.
Via ao Vivo
VIA continua quando chega ao palco
Desde a apresentação do álbum no Teatro Ibérico, em 2016, VIA encontrou no palco uma extensão natural da sua construção. Ao longo de vários anos, a obra passou por diferentes salas e formatos, do Centro Cultural de Cascais e da Fábrica Braço de Prata ao Centro Cultural Raiano, aos Duetos da Sé, à Sé de Idanha-a-Velha e, já em 2019, ao Porto. Entre formações mais completas e apresentações de maior proximidade, os concertos mantiveram uma característica comum: as canções eram apresentadas como partes de uma viagem, muitas vezes acompanhadas pelas histórias e experiências que estiveram na sua origem.
A relação com o público tornou-se, assim, parte essencial de VIA. Aquilo que no álbum organizava uma sequência de estados emocionais ganhava em palco outra dimensão, através da interpretação, da palavra e da experiência partilhada entre quem cantava e quem escutava.
Músicas & Letras
As catorze canções de VIA foram concebidas para funcionar individualmente e, ao mesmo tempo, como partes de um percurso maior. Música e palavra acompanham diferentes momentos dessa travessia, enquanto a interpretação estabelece a ligação entre aquilo que foi escrito e aquilo que cada pessoa encontra na escuta.
Cada tema ocupa um lugar na travessia
VIA foi construído como uma sequência em que cada canção corresponde a um momento, a uma tensão ou a uma paisagem emocional. Ouvido de princípio ao fim, o álbum propõe um movimento contínuo; ouvido faixa a faixa, cada tema conserva a possibilidade de ser reconhecido a partir da experiência de quem escuta.
A dimensão visual acompanha esta mesma ideia. As ilustrações criadas por Inês Ferreira, inspiradas no diagrama das 48 linhas emotivas de John Ormsbee Simonds, traduzem graficamente diferentes estados e movimentos emocionais, fazendo com que som e imagem pertençam ao mesmo mapa.
ENCONTROS NA OBRA
Uma viagem individual construída também com outras vozes
Embora VIA tenha uma matriz profundamente pessoal, a obra não foi criada em isolamento. As participações de Fernando Girão, Teresa Lopes Alves e Myriam Madzalik introduzem diferentes presenças e timbres no percurso, acrescentando outras perspetivas a uma obra que procura precisamente ultrapassar a experiência individual.
Esses encontros reforçam uma das ideias que continuará a aparecer no trabalho de André ViaMonte: uma canção pode partir de um lugar íntimo e, ainda assim, ganhar outra dimensão quando encontra a voz, a história ou a sensibilidade de outra pessoa.
Fernando Girão
Myriam Madzalik
Teresa Lopes Alves