Lego
2024 · JANEIRO FEAT. ANDRÉ VIAMONTE
Crescer sem deixar para trás aquilo que nos trouxe até aqui.
Em LEGO, Janeiro regressa a um dos objetos mais presentes na sua infância para falar da passagem do tempo, da entrada na idade adulta e daquilo que ainda conseguimos recuperar quando voltamos às memórias que ajudaram a construir quem somos.
André ViaMonte entra na canção através do refrão, acrescentando uma segunda voz a esse percurso e assumindo, dentro da narrativa do tema, uma presença quase orientadora: a voz que aparece quando a canção procura novamente aquilo que ficou para trás. A colaboração foi editada como single a 5 de julho de 2024 e integra posteriormente o álbum Fugacidade, de Janeiro
Ver, ouvir e atravessar a obra
Ver e Ouvir
Quantos de nós somos exatamente o que queremos ser? Muitas vezes tropeçamos, e quem nos agarra é a nossa criança, que nos pode dizer para onde ir. A nossa criança interior deve ser mimada e acariciada a cada momento da nossa vida. É ela que nos vai ajudar a decidir naqueles momentos em que, para escolher, temos que olhar para a essência do que somos.
Para Henrique Janeiro, o maior símbolo da sua criança são os legos, muito por causa do seu pai e da sua paixão em construir peças em miniatura. Os legos estiveram sempre presente na sua infância e o músico espera que estejam presentes no processo de passagem para a idade adulta.
O videoclip que suporta a o single foi filmado entre Lisboa e o Cabo Espichel e, nele, Janeiro segura um lego vermelho grande, recordando momentos que não voltam mas que podem ser resgatados dentro de nós. André Viamonte junta-se com a sua voz angelical no refrão, assim como uma espécie de guia no resgate da criança interior.
Spotify
Álbuns, singles, colaborações e discografia.
Youtube
Videoclipes, registos ao vivo, entrevistas e conteúdos audiovisuais.
Discografia
VIA, MONTE, De Vez Em Vez, ORENDA, singles, colaborações e versões.
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Uma voz formada entre arte e escuta humana
Quem é André ViaMonte
Nascido em Zurique e criado no sul da Alemanha, André ViaMonte cresceu entre referências musicais muito distintas, da música clássica ao fado, do folclore português à ópera, do jazz às vozes de outras culturas.
Essa escuta plural tornou-se uma linguagem própria. A voz passou a ser mais do que instrumento, tornou-se lugar de identidade, composição, interpretação e presença.
Com formação em musicoterapia, André ViaMonte encontrou na voz o seu principal instrumento de relação e expressão. A experiência em contextos de grande vulnerabilidade, nomeadamente em cuidados paliativos e processos de fim de vida, transformou profundamente a sua forma de cantar e de compreender a voz. Mais do que a extensão, a técnica ou a potência vocal, passou a interessar-lhe a capacidade de chegar emocionalmente ao outro. A voz tornou-se, assim, um lugar de presença, escuta e encontro, cruzando a criação artística com uma atenção sensível à pessoa por detrás de cada