Orenda Experience
PERFORMANCE · ARTE SONORA · CORPO · EXPRESSÃO
Uma obra. Duas formas de ocupar o espaço.
ORENDA ultrapassa o formato da obra musical e ganha uma nova existência quando encontra o público e o espaço.
Em ORENDA ao Vivo, a obra transforma-se numa experiência partilhada entre música, voz, corpo e público. Na Instalação de Arte Sonora, criada com Clo Bourgard, esse mesmo universo passa a ocupar fisicamente o espaço através do cubo, da luz, da improvisação e da presença corporal. Dois formatos distintos, unidos pela mesma procura: dar forma ao que sentimos antes de conseguirmos dizê-lo.
São dois formatos autónomos, nascidos do mesmo universo e da mesma pergunta: como dar forma ao que acontece dentro de nós antes de conseguirmos transformá-lo em palavras?
DA ESCUTA AO ESPAÇO
ORENDA muda de forma sem perder o seu centro
A obra original organiza-se em três capítulos — As Above I, Core II e So Below III — que atravessam diferentes formas de reconhecer, expressar e integrar a emoção. Essa estrutura continua presente quando ORENDA abandona o formato gravado, mas passa a manifestar-se de maneiras distintas.
ORENDA ao Vivo
RECONHECER → EXPRESSAR → INTEGRAR
O público encontra-se dentro da progressão da obra. Primeiro recebe a emoção através de outra voz; depois encontra espaço para a sua própria resposta; por fim, a experiência abranda e regressa à escuta.
Instalação de Arte Sonora
CORPO → LIMITE → VOZ → ESPAÇO
A mesma matéria emocional passa para o espaço físico. O corpo torna-se visível dentro de um limite, o som ocupa a arquitetura e a improvisação vocal acontece no presente, transformando cada apresentação numa obra irrepetível.
ORENDA
Quando sentir já não era suficiente
O álbum "ORENDA" foi um desejo nutrido por André Viamonte há bastante tempo, e a oportunidade de dar-lhe vida surgiu a partir do trabalho artístico realizado na exposição "Inside Insight", da Clo Bourgard, na Fundação Champalimaud. Esta experiência foi o catalisador para a concretização deste projeto, cujo impacto é inspirado pela importância crescente da expressão das emoções na nossa saúde.
Muitas vezes, falta-nos o veículo ou a forma adequada para explorar essa expressão. “OREN DA” nasceu exatamente dessa interconexão entre emoções, música e bem-estar, sustentado por princípios da psicologia, musicoterapia, filosofia hermética e Medicina Tradicional Chinesa.
Convido-vos a acompanhar essa jornada!
Os três Capítulos
A mesma emoção atravessada de três maneiras
ORENDA estrutura-se em três capítulos que não funcionam como obras independentes, mas como diferentes momentos da mesma experiência. Uma emoção pode ser primeiro escutada através da voz de outro intérprete, reaparecer depois sem essa voz para deixar espaço à expressão pessoal e regressar finalmente transformada numa composição de natureza mais contemplativa.
AS ABOVE I
Reconhecer através do outro.
CORE II
O espaço passa para quem escuta.
SO BELOW III
Observar aquilo que ficou.
As Above I
Capítulo I, ou “Assim na Terra” é referente ao Yang (na filosofia taoísta, que representa o raciocínio e a consciência) e também ao consciente (na psicologia).
Aqui explora-se a ideia hermética do microcosmo, que considera o ser humano uma versão menor do universo, aplicando-lhe os mesmos princípios. Busca-se compreender as relações entre corpo, mente e espírito para alcançar harmonia.
Neste capítulo convida-se a uma viagem imersiva das várias abordagens dos vários géneros musicais (fado, ópera, metal, gospel e tribal) de cada emoção.
Estes intérpretes partilharam a sua intimidade, promovendo um maior entendimento e honestidade emocional. A obra convida o ouvinte a escutar essas partilhas emocionais, de forma a que ele possa identificar-se com o intérprete na sua expressão.
Core II
Core II refere-se ao Capítulo II e corresponde à importância do movimento dos órgãos.
Para isso temos de ir ao âmago, ao subconsciente (segundo a psicologia, a zona intermediária central entre o consciente e o inconsciente) e ao Jing (da filosofia taoísta a essência e a nossa energia vital).
Seguindo estes três conceitos, este capítulo é dedicado ao âmago da nossa essência, que muitas vezes não se permite mostrar ou visitar devido a bloqueios, impasses ou recalques subconscientes.
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, quando os órgãos correspondentes a cada emoção mostram sinais de desequilíbrio, podem desencadear respostas emocionais negativas.
Assim, a melhor forma de alcançar o equilíbrio é iniciar o processo de expressão e movimento correspondente a cada emoção: carpir, chorar, gritar, cantar, rir.
MOTUS - Movimento
Neste Capítulo II sublinha-se o movimento e é reservado para a nossa expressão livre das emoções através de cinco instrumentais (que são a continuação dos temas do capítulo anterior). Aqui, o ouvinte é o protagonista, com um papel dinamizador e interventivo na sua essência, onde pode trabalhar, gerir, descobrir e visitar através da expressão das suas emoções.
CINCO ESTADOS · TRÊS FORMAS DE OS ATRAVESSAR
Uma emoção não aparece apenas uma vez
Uma das particularidades de ORENDA está na repetição transformada. Ansiedade, medo, raiva, tristeza e alegria regressam ao longo dos três capítulos, mas nunca exatamente da mesma maneira. Primeiro aparecem através de uma interpretação vocal; depois tornam-se matéria instrumental disponível para a expressão de quem escuta; por fim regressam numa construção orientada para a contemplação.
Esta arquitetura faz com que cada emoção deixe de ser tratada como um estado fixo. O que interessa é precisamente o seu movimento.
ANSIEDADE
Terra Serena
→ Ventris Motus
→ Calmness in Chaos
MEDO
Névoa Soberana
→ Renum Motus
→ Bravery Awakening
RAIVA
Raiz Irada
→ Iecoris Motus
→ Caring Rage
TRISTEZA
Luto Forjado
→ Pulmonis Motus
→ Bring Acceptance
ALEGRIA
Alegre Crepitar
→ Cordis Motus
→ Raising Happiness
CINCO VOZES EM AS ABOVE
Cada voz traz consigo uma forma diferente de sentir
Para o primeiro capítulo, André ViaMonte procurou intérpretes de universos deliberadamente afastados entre si. A diversidade de linguagens é parte do conceito: interessa perceber como uma emoção muda quando passa por um corpo, um timbre e uma memória musical diferentes.
Kátia Guerreiro aproxima a ansiedade de uma expressão ligada ao fado e ao vocalizo em Terra Serena. Ana Cosme leva o medo para uma linguagem de natureza lírica em Névoa Soberana. Rui Sidónio aproxima a raiva da intensidade do metal em Raiz Irada. Orlanda Guilande trabalha a tristeza a partir de referências gospel em Luto Forjado. Bruno Huca leva a alegria para uma expressão mais tribal e física em Alegre Crepitar.
Nenhuma destas vozes está ali apenas como participação especial. Cada uma é uma forma diferente de tornar visível (E AUDÍVEL) aquilo que normalmente acontece por dentro.
Kátia Guerreiro
Ana Cosme
Rui Sidónio
Orlanda Guilande
Bruno Huca
Uma voz formada entre arte e escuta humana
Quem é André ViaMonte
Nascido em Zurique e criado no sul da Alemanha, André ViaMonte cresceu entre referências musicais muito distintas, da música clássica ao fado, do folclore português à ópera, do jazz às vozes de outras culturas.
Essa escuta plural tornou-se uma linguagem própria. A voz passou a ser mais do que instrumento, tornou-se lugar de identidade, composição, interpretação e presença.
Com formação em musicoterapia, André ViaMonte encontrou na voz o seu principal instrumento de relação e expressão. A experiência em contextos de grande vulnerabilidade, nomeadamente em cuidados paliativos e processos de fim de vida, transformou profundamente a sua forma de cantar e de compreender a voz. Mais do que a extensão, a técnica ou a potência vocal, passou a interessar-lhe a capacidade de chegar emocionalmente ao outro. A voz tornou-se, assim, um lugar de presença, escuta e encontro, cruzando a criação artística com uma atenção sensível à pessoa por detrás de cada
GRAVAÇÃO · PRESENÇA · EXPERIÊNCIA
Da obra ao palco
Um álbum fixa uma determinada forma de uma obra no tempo. Quando chega ao palco, essa relação volta a abrir-se. A música ganha espaço, luz, silêncio, proximidade e uma nova relação com quem a escuta.
É por isso que diferentes projetos de André ViaMonte podem originar experiências distintas. Do território mais íntimo e sensorial a uma dimensão sonora e coletiva mais ampla; da lógica convencional de concertos a formatos ligados à performance e à instalação de arte sonora; da linguagem mundial à criação em português para transportarmos ao mais genuíno sentimento de saudade.
As experiências ao vivo não funcionam, assim, como simples reprodução da discografia. São outra forma de a obra continuar a existir e coexistir.
Via ao Vivo
Uma travessia acústica, íntima e sensorial.
Um percurso emocional pela perda, ausência, dor, esperança, memória e transformação.
Monte ao Vivo
Consciência, palavra e expansão sonora.
Uma experiência mais coletiva, onde instrumentos acústicos, eletrónica e reconstrução criam reflexão e presença.
ViaMonte
Do íntimo ao coletivo, numa só experiência.
Um formato híbrido que une o mergulho interior de VIA à expansão consciente de MONTE.
Orenda
Arte sonora, emoção e participação coletiva.
Um universo, com dois formatos principais: uma experiência ao vivo, participativa e sensorial, e arte sonora criada para eventos.
De Vez
Canções construídas em relação.
DE VEZ reúne canções que nasceram do encontro de André ViaMonte com outros artistas e de histórias ligadas à casa, pertença, infância, ausência, raízes e recomeço
Marias Manéis
Uma canção pode guardar uma vida inteira.
Criada especialmente para a população sénior, Marias e Manéis é uma experiência musical intimista onde André ViaMonte aproxima voz, piano, repertório e histórias de vida.
VIA ao Vivo
VIA · AO VIVO · 10 ANOS
Uma viagem musical pelos estados de uma vida
VIA leva ao palco o universo do primeiro álbum de André ViaMonte, construído como um percurso pelas emoções e transformações que acompanham uma existência. As canções ganham outra dimensão quando encontram a palavra, os músicos, o espaço e o público, num concerto onde cada tema conserva a sua história, mas se abre também à experiência de quem o escuta.
UMA OBRA QUE NASCEU PARA SER PARTILHADA
Quando VIA encontra o público
VIA foi apresentado ao vivo pela primeira vez em maio de 2016, no Teatro Ibérico, em Lisboa, numa sala cheia. O que aconteceu nessa noite ajudou também a definir a relação da obra com o palco: as músicas deixaram de pertencer apenas às histórias que lhes tinham dado origem e começaram a encontrar-se com as experiências de quem estava na plateia.
André ViaMonte recordaria mais tarde esse concerto pela intensidade da partilha entre palco e público e pela forma como temas relacionados com perda, fragilidade, memória ou reconstrução encontravam eco em histórias pessoais completamente diferentes das suas. VIA revelou desde cedo que podia ser mais do que a interpretação ao vivo de um disco: podia criar um lugar comum entre aquilo que é cantado e aquilo que cada pessoa traz consigo.
Concerto Via
Cascais 2018
UM CONCERTO COM PERCURSO
VIA passou por salas, cidades e formas diferentes de escuta.
Nos anos que se seguiram ao lançamento, VIA construiu o seu próprio percurso em palco. Passou pela Fábrica Braço de Prata, pelo Centro Cultural de Cascais, pelo Centro Cultural Raiano, pelos Duetos da Sé, pelo Auditório Lopes-Graça e chegou à Sé de Idanha-a-Velha, integrado na programação das Aldeias Históricas. Em Cascais houve apresentações esgotadas; em 2019, já na transição para MONTE, VIA chegou pela primeira vez ao Porto, ao Hot Five Jazz & Blues Club, perante plateia e mezzanine esgotadas.
Esse percurso mostrou também que a obra não dependia de um único tipo de sala. VIA conseguiu existir num centro cultural, numa sala alternativa, num clube, num auditório e dentro da arquitetura e acústica particulares de uma antiga Sé. A identidade do concerto permanecia, mas a relação com o espaço transformava a experiência.
A experiência VIA
Música, palavra e proximidade.
VIA ao Vivo percorre os diferentes estados emocionais presentes no álbum através de uma linguagem próxima e orgânica. Voz, piano, cordas, contrabaixo e percussão podem assumir diferentes configurações consoante o espaço, permitindo que o espetáculo exista tanto num formato mais intimista como numa formação de maior amplitude.
A narrativa mantém-se no centro. Cada música ocupa um lugar dentro da travessia e a palavra estabelece a ponte entre aquilo que esteve na origem da canção e aquilo que acontece naquele momento, diante do público.
Ao longo do seu percurso, VIA mostrou também capacidade para habitar contextos muito distintos, de teatros e auditórios a centros culturais, espaços patrimoniais e ciclos de música. O formato, duração e formação artística podem ser definidos em função das características de cada programação, preservando sempre a identidade da obra e a relação de proximidade com o público.
VIA Essencial: Formação reduzida, pensada para espaços de maior proximidade.
VIA Ensemble: Formação alargada com piano, cordas, contrabaixo e percussão.